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Métrica · Acompanhe mensalmente

Taxa de recompra

Percentual dos clientes de um período que já eram clientes antes dele. Mede quanto da venda vem de quem voltou, em negócios sem contrato recorrente.

6 min de leituraAtualizado em Estimativa

Loja online de consumo com reposição (alimentação, cosmético, pet)

bomAcima de 40%
aceitávelEntre 25% e 40%
ruimAbaixo de 25%
As larguras seguem os valores da faixa.

A conta

Taxa de recompra = clientes do período que já tinham comprado antes / total de clientes que compraram no período x 100

Benchmark por segmento

Benchmarks por segmento
SegmentoBomAceitávelRuim
Loja online de consumo com reposição (alimentação, cosmético, pet)Acima de 40%Entre 25% e 40%Abaixo de 25%
Serviços locais com retorno (clínica, estética, oficina, pet shop)Acima de 50%Entre 30% e 50%Abaixo de 30%
Serviços B2B por projeto (agência, consultoria, obra)Acima de 30%Entre 15% e 30%Abaixo de 15%
Segunda compra nos 90 dias após a primeira, qualquer segmentoAcima de 30% da safra que entrouEntre 15% e 30% da safraAbaixo de 15% da safra

Referência operacional ALAVANCA — faixa construída a partir da operação de PMEs brasileiras que a equipe acompanha; não é pesquisa publicada nem média de mercado. Confira contra o seu histórico. Como verificamos

Benchmark é referência, não meta. O número que importa é o da sua operação.

O que é, em uma frase

Taxa de recompra é a parte dos clientes de um mês que já eram seus clientes antes daquele mês.

Como calcular

Taxa de recompra = clientes do período que já tinham comprado antes / total de clientes que compraram no período x 100

A conta é por cliente, não por pedido: quem comprou três vezes no mês entra uma vez no numerador e uma vez no denominador. Um cliente é «antigo» se tem pelo menos uma compra anterior ao início do período — por isso a métrica só existe onde há um identificador de cliente, mesmo que seja o telefone no cadastro.

Em negócio com contrato recorrente — assinatura, mensalidade, fee — esta não é a métrica certa: lá o cliente não «volta», ele renova ou cancela, e o que se mede é o churn. A taxa de recompra serve para quem vende por transação e quer saber se a base retorna.

Um exemplo com a conta fechada

Uma loja de produtos para pet teve 500 clientes compradores em agosto. Cruzando com o cadastro, 190 deles já tinham comprado em algum mês anterior; os outros 310 compraram pela primeira vez.

Taxa de recompra = 190 / 500 = 0,38, ou 38%.

Os 190 que voltaram fizeram 420 pedidos no mês — 420 / 190 = 2,2 pedidos por cliente antigo —, enquanto os 310 novos fizeram um pedido cada. Com ticket médio de R$ 110, os antigos trouxeram 420 x 110 = R$ 46.200 e os novos 310 x 110 = R$ 34.100: 38% dos clientes geraram mais da metade da receita do mês, sem custar um real de mídia.

É isso que a taxa de recompra mostra e o painel de anúncios esconde. Se a loja gasta R$ 60 para trazer cada cliente novo, os 310 novos custaram 310 x 60 = R$ 18.600 — e a primeira compra de R$ 110 pagou o CAC com R$ 50 de folga apenas se a margem cobrir. O cliente que volta é o que faz a conta fechar.

Empresa e números inventados para mostrar a conta. Não é caso de cliente.

Os erros de cálculo mais comuns

Contar pedidos

Dividir pedidos de clientes antigos por pedidos totais dá um número maior e responde a outra pergunta. Recompra é sobre pessoas que voltaram.

Não ter identificador

Sem telefone, e-mail ou CPF no cadastro, não há como saber quem é antigo — e a métrica vira chute. Antes de medir, o CRM.

Misturar com renovação

Em contrato recorrente, o cliente ativo «compra» todo mês por definição, e a taxa de recompra dá quase 100% sem dizer nada. Lá a métrica é o churn.

Ler o mês isolado

Um mês de captação forte traz muitos novos e derruba a taxa — sem que um único cliente antigo tenha deixado de voltar. Olhe a taxa junto com o número de novos.

Confundir taxa alta com saúde

Se a empresa parou de trazer cliente novo, a fatia dos antigos sobe. Uma taxa de recompra crescente com base encolhendo é sinal de estagnação, não de fidelidade.

Esquecer a janela

Quem comprou há três anos e voltou conta como recompra, mas o que decide a operação é a recompra recente: a segunda compra nos primeiros 90 dias diz mais sobre a experiência do que a média de todos os tempos.

O que esta métrica NÃO diz

A taxa de recompra não diz por que o cliente voltou — hábito, preço, lembrança ou falta de alternativa dão o mesmo número — nem por que os outros não voltaram. Só a classificação dos motivos, cliente a cliente, transforma o número em decisão.

Não diz quanto o cliente que volta gasta (esse é o ticket médio) nem por quanto tempo continua voltando (essa é a permanência, que entra no LTV). E não separa a recompra espontânea da recompra provocada: um pós-venda com contato agendado e uma promoção de fim de mês sobem a taxa do mesmo jeito, com custos muito diferentes.

Com que frequência olhar

Uma vez por mês, junto com o número de clientes novos do mesmo mês — os dois lidos separados enganam. A cada trimestre, olhe por safra: dos clientes que entraram há 90 dias, quantos já compraram a segunda vez. É a versão da métrica que mais cedo denuncia uma entrega que decepcionou.

Calculadora de LTV (valor do cliente ao longo do tempo)

Quanto dinheiro um cliente deixa na minha empresa antes de parar de comprar?

A conta muda com o modelo. Não existe uma fórmula de LTV que sirva para todos — quem aplica a de assinatura a uma venda única infla o número várias vezes.

Valor médio de cada compra desse cliente.

O que sobra do preço depois do custo direto, imposto e comissão. Não é o lucro final: é o que sobra para pagar o fixo e a aquisição.

Se compra uma vez a cada dois anos, use 0,5. Na assinatura mensal e no serviço contínuo a conta usa os meses do período, e este campo não entra.

Use o que acontece de verdade hoje, não o que você gostaria que acontecesse.

Como ler este número sem se enganar
  • Use margem de contribuição, não faturamento. LTV calculado sobre receita bruta faz qualquer negócio parecer saudável.
  • Não use o cliente dos sonhos como base. Use a média real dos últimos 12 meses, incluindo os que sumiram no primeiro mês.
  • Se o seu negócio tem menos de dois anos, o número de anos de retenção é chute. Assuma isso e use o cenário mais conservador.

Exemplo, com números inventados para a conta ficar fácil de seguir. Substitua pelos seus.

LTV (margem total do cliente)

R$ 9.450,00

3.500 × (45,0% ÷ 100) × (if(2 == 1, 1, if(2 >= 4, 3 × 12, 2 × 3))) = R$ 9.450,00

A margem que este cliente deixa ao longo da relação inteira. A conta muda com o modelo: compra única conta uma compra; assinatura conta a mensalidade vezes os meses; recorrência conta as compras do ano vezes os anos.

Receita total do cliente

R$ 21.000,00

3.500 × (if(2 == 1, 1, if(2 >= 4, 3 × 12, 2 × 3))) = R$ 21.000,00

O faturamento que ele gera. Impressiona mais e serve menos: quem paga a conta é a margem, não a receita.

Margem que ele deixa por ano

R$ 3.150,00

if(2 == 1, 3.500 × (45,0% ÷ 100), if(2 >= 4, 3.500 × (45,0% ÷ 100) × 12, 3.500 × (45,0% ÷ 100) × 2)) = R$ 3.150,00

Útil para saber em quanto tempo a aquisição se paga.

Compras (ou meses) na vida do cliente

6

if(2 == 1, 1, if(2 >= 4, 3 × 12, 2 × 3)) = 6

Quantas vezes ele volta. É o que separa um negócio de venda única de um negócio de relacionamento.

Compras (ou meses) na vida do cliente: 6

O cliente volta várias vezes. Você pode pagar mais caro na aquisição do que o concorrente e ainda ganhar dinheiro — é a maior vantagem competitiva que existe.

O que fazer: Calcule o LTV/CAC e o payback. Se o payback couber no seu caixa, é hora de investir mais em aquisição.

Como esta calculadora faz a conta

As fórmulas exatas, com os nomes dos campos. É o que o servidor e o navegador calculam — a mesma conta nos dois.

  • LTV (margem total do cliente) = «Ticket médio por compra» × («Margem de contribuição (%)» ÷ 100) × (if(«Como o seu cliente compra» == 1, 1, if(«Como o seu cliente compra» >= 4, «Por quantos anos ele continua comprando» × 12, «Quantas vezes ele compra por ano» × «Por quantos anos ele continua comprando»)))
  • Receita total do cliente = «Ticket médio por compra» × (if(«Como o seu cliente compra» == 1, 1, if(«Como o seu cliente compra» >= 4, «Por quantos anos ele continua comprando» × 12, «Quantas vezes ele compra por ano» × «Por quantos anos ele continua comprando»)))
  • Margem que ele deixa por ano = if(«Como o seu cliente compra» == 1, «Ticket médio por compra» × («Margem de contribuição (%)» ÷ 100), if(«Como o seu cliente compra» >= 4, «Ticket médio por compra» × («Margem de contribuição (%)» ÷ 100) × 12, «Ticket médio por compra» × («Margem de contribuição (%)» ÷ 100) × «Quantas vezes ele compra por ano»))
  • Compras (ou meses) na vida do cliente = if(«Como o seu cliente compra» == 1, 1, if(«Como o seu cliente compra» >= 4, «Por quantos anos ele continua comprando» × 12, «Quantas vezes ele compra por ano» × «Por quantos anos ele continua comprando»))

Perguntas que costumam vir junto

Como calcular o LTV do meu cliente?

LTV é a margem que um cliente deixa na sua empresa durante todo o relacionamento. Em negócio recorrente, multiplique a mensalidade pela margem de contribuição e pelo tempo médio de permanência. Em negócio de compra repetida, multiplique ticket médio, margem, número de compras por ano e anos de relacionamento.

Ver a resposta completa a «Como calcular o LTV do meu cliente?»

Como saber de onde vêm meus clientes?

Junte três fontes: UTM no link de cada anúncio, uma pergunta de origem no formulário e o registro da venda no CRM. A plataforma de anúncios conta o que ela influenciou; sua receita conta o que virou dinheiro. Quando os dois discordam, acredite no CRM e teste desligando o canal.

Ver a resposta completa a «Como saber de onde vêm meus clientes?»

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