Como verificamos os dados
De onde vêm as faixas de referência, o que é medido e o que é estimado, como as contas são refeitas por máquina e o que acontece quando erramos.
A ALAVANCA publica número. Esta página diz de onde ele vem, o que é medido, o que é estimado, e o que acontece quando erramos.
De onde vêm as faixas de referência
Não temos pesquisa proprietária, e por isso nenhuma faixa é apresentada como fato. Cada linha de referência do acervo — nas páginas de métrica, nas calculadoras e nos diagnósticos — carrega um tipo, e toda tabela fecha com o rótulo desse tipo e um link para esta página. São seis tipos, e só seis:
- Referência operacional ALAVANCA — faixa construída a partir da operação de PMEs brasileiras que a equipe acompanha. Não é pesquisa publicada nem média de mercado. É o que sustenta 134 das 142 linhas publicadas hoje.
- Regra prática ALAVANCA — orientação sem número de mercado por trás ("meta desdobrada em contatos por dia"). Serve para começar, não para decidir. São 8 linhas.
- Referência externa verificada — número publicado por fonte externa, com link para o documento, não para a raiz de um site. Hoje: nenhuma linha. Quando existir, aparece com o link na própria tabela.
- Dado agregado da plataforma — agregado dos valores digitados aqui, sem identificação, com amostra, período e método declarados na linha. Hoje: nenhuma linha, porque ainda não há amostra que sustente uma faixa. Enquanto não houver, nenhuma página promete "o benchmark do seu segmento".
- Exemplo ilustrativo — conta feita para mostrar o raciocínio, com empresa e números inventados. Aparece nas peças sob o título "Um exemplo com número", nunca como caso de cliente.
- Seu dado — o que você digita numa calculadora ou responde num diagnóstico. Não vive no conteúdo.
A instrução que acompanha todas as faixas é a mesma: confira contra o seu próprio histórico, porque o seu setor e o seu ticket mandam mais do que qualquer média. E há verificação automática que reprova a publicação se uma linha nascer sem tipo, com tipo que não bate com o que traz, ou se uma página prometer verificação ou dado agregado que o acervo não tem.
Cada peça declara também a sua confiança, num de três valores: verificado (há fonte pública citada e ligada no corpo, ou registro de quem revisou e quando), estimado (é faixa operacional) ou opinião (é leitura nossa, e está dito). Hoje todas as peças estão em estimado — é a verdade sobre o acervo, e escrever verificado sem a prova reprova a publicação.
As faixas cobrem a escala inteira
Uma tabela de "bom, aceitável, ruim" é uma promessa: diga o seu número e ela diz onde você está. Se "aceitável" acaba em 30% e "ruim" começa em 40%, quem tem 35% não encontra a sua situação — e é justamente quem está na dúvida que foi ler a tabela.
Havia 26 buracos desses no acervo. Foram fechados, e existe uma verificação automática que reprova a publicação se algum voltar: o piso de "ruim" tem de ser o teto de "aceitável".
As contas escritas são refeitas por máquina
Quando uma peça escreve 33 × 0,24 = 7,92, ela está afirmando uma conta. Todas as afirmações aritméticas explícitas do acervo — hoje 66 — são extraídas e refeitas a cada publicação, lendo número em português (1.160 é milhar, 0,24 é decimal).
Isso detectou quatro erros do mesmo tipo, todos por arredondar em cima de arredondado: 1,43 × 1,5 = 2,15, quando 1,5 ÷ 0,7 = 2,14. E detectou um exemplo que arredondava 7,92 para 8 e 10,8 para 11 — os dois para cima — e prometia R$ 12.000 onde a conta dá R$ 11.520.
O que a máquina não refaz está dito aqui para não passar por verificado: tabela de valores derivados publica o resultado sem afirmar a conta, e por isso é conferida à mão.
Fonte citada, nunca fonte decorativa
Uma fonte só é declarada quando o corpo do texto traz o link. Não vale apontar para a raiz de uma central de ajuda: raiz de site não sustenta afirmação nenhuma.
Essa regra custou 58 das 63 fontes que existiam — e a causa não era desleixo, era incentivo: a nota interna de qualidade dava pontos por o campo existir, e enquanto bastasse existir ele era preenchido com o que houvesse à mão. A nota passou a pagar por fonte citada. Restaram cinco, e são cinco de verdade.
O que cada métrica não prova
Toda métrica tem um campo dedicado ao que ela não diz. O CAC não diz se o cliente vale a pena; o ROAS não diz se sobrou dinheiro; o LTV não diz quando o dinheiro entra. É a parte que costuma faltar em conteúdo de marketing e é a que evita a decisão errada.
Quando uma página não merece existir
Cada peça recebe uma nota de qualidade de 0 a 100, calculada sobre utilidade, profundidade, originalidade, fontes, estrutura e atualidade. Abaixo de 70 — 78 para página gerada em série — a página nasce fora do índice de busca, e o painel do administrador diz exatamente por quê.
Preferimos ter menos páginas do que ter páginas finas. Este piso não é uma intenção: nenhuma página do acervo está publicada e indexável abaixo dele, e há verificação automática que reprova a publicação se alguma ficar.
Datas
A data de atualização de uma peça muda quando o conteúdo muda, não quando o site é republicado. Nos dados estruturados, a data de modificação só é declarada quando houve modificação real — repetir a data de publicação com outro nome seria inventar atualidade.
Quando erramos
Correção de conteúdo é tratada como defeito, não como opinião: o número é corrigido, a data de atualização muda, e a correção fica descrita. Se você encontrar um número, uma fórmula ou uma faixa que não fecha, avise pela página de contato — é o tipo de mensagem que tem prioridade.
O que ainda não é verificado por máquina
Escrito aqui pela mesma razão de tudo o resto: para não passar por verificado. A frase que justifica cada citação, as faixas qualitativas que não trazem número — "no mesmo dia da visita" — e as tabelas de valores derivados são conferidas por leitura, não por portão automático.